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Metodologia do Tabela Cutter

Versão 1.0 · outubro de 2026

O Tabela Cutter atribui a notação de autor pela tabela Cutter-Sanborn de três algarismos, na revisão Swanson-Swift de 1969, e aplica as instruções oficiais que acompanham a tabela.

A tabela usada é uma transcrição própria do livro, conferida linha a linha com a tabela revisada pela OCLC (Online Computer Library Center), no programa Dewey Cutter Program. Ela está publicada na íntegra, com o arquivo para baixar, na tabela completa.

Letras acentuadas, sinais e artigos seguem a norma brasileira de ordem alfabética, a ABNT NBR 6033:2022, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Para os poucos pontos sem regra escrita, como o hífen e os números, valem convenções fixas da Even3, documentadas nesta página com o fundamento de cada uma.

Cada código mostra as regras aplicadas, passo a passo, com as referências para citação. Duas decisões continuam com o acervo, como em qualquer notação de autor: a escolha da entrada principal, conforme o código de catalogação adotado (AACR2, Anglo-American Cataloguing Rules, ou RDA, Resource Description and Access), e o desempate entre autores homônimos (regra 3 da tabela).

Como o código é gerado

  1. Entrada principal O sobrenome do autor ("Sobrenome, Prenome") ou, sem autor, o título. Antes da busca, o gerador desconsidera acentos e sinais no início, lê Mc, M' e M'c como Mac, trata o hífen como separação, junta as partes separadas por apóstrofo, desconsidera o artigo inicial do título e escreve os números por extenso. Se o gênero do número no início muda o código (dois ou duas) ou se o número é romano, o gerador pede que ele seja escrito por extenso, em vez de adivinhar.
  2. Busca na tabela A entrada é comparada com a tabela em ordem alfabética, palavra por palavra. Vale o número da forma exata ou, sem ela, o da entrada imediatamente anterior. A vírgula de "Sobrenome, Prenome" não conta, como na tabela da OCLC: pessoas e títulos que começam pela mesma palavra ficam numa sequência só. Assim, The Story of the Wise Men recebe S887, de Story, e não S888, de Story, S.; as instruções de 1969 davam S888, porque arquivavam as pessoas antes dos títulos.
  3. Letra da obra Se o título da obra for informado, a inicial da primeira palavra significativa entra no fim do código, em minúscula.

Regras aplicadas

Cada passo mostrado junto ao código aponta para uma destas regras.

Regras da própria tabela

Regra da tabela

O número vem da combinação de letras do início da entrada

O número é o da combinação de letras do início da entrada (sobrenome do autor ou, sem autor, primeira palavra do título), como aparece na tabela.

Fonte: Instruções da tabela, regra 1 (Cutter, 1969)

Regra da tabela

Sem a forma exata na tabela, vale a entrada imediatamente anterior

Quando a forma exata não está na tabela, usa-se a entrada imediatamente anterior na ordem alfabética, e não a seguinte. O exemplo das instruções é Andrews, Helen, que recebe A566, de Andrews, E., e não A567, de Andrews, J. A regra já estava nas instruções de 1904.

Fonte: Instruções da tabela, regra 2 (Cutter, 1904, 1969)

Regra da tabela

A letra da obra vem da primeira palavra significativa do título, em minúscula

A letra da obra é a inicial da primeira palavra significativa do título, em minúscula, logo depois do número. Exemplo das instruções: A Writer's Notebook, de Maugham, recebe M449w.

Fonte: Instruções da tabela, regra 5 (Cutter, 1969)

Regra da tabela

Mc e M' valem como Mac

Nomes iniciados por Mc, M' e M'c são procurados como se fossem escritos Mac. A tabela não tem nenhuma linha com Mc: as combinações estão em Mac. Exemplo das instruções: McClellan recebe M126. A ABNT NBR 6033:2022 ordena listas com Mc como escrito; para o número, vale a construção da tabela.

Fonte: Instruções da tabela, regra 7 (Cutter, 1969)

Regra da tabela

Na entrada pelo título, o artigo inicial é desconsiderado e não há letra da obra

Quando a entrada principal é o título, o número sai da primeira palavra do título, desconsiderado o artigo, e não se acrescenta letra da obra. Exemplo das instruções: The Story of the Wise Men é procurado como Story of the Wise Men. O gerador dá S887, como a tabela da OCLC, que não dá peso à vírgula e põe pessoas e títulos numa sequência só; as instruções de 1969 davam S888, porque arquivavam as pessoas antes dos títulos. Na entrada principal, o gerador reconhece artigos em português e inglês; em outras línguas, como em La Fontaine, o artigo pode fazer parte do nome.

Fonte: Instruções da tabela, regra 9 (Cutter, 1969)

Regra da tabela

Onde a impressão de 1976 difere da tabela revisada pela OCLC, vale a OCLC

A tabela de três algarismos do gerador foi transcrita de quatro cópias do impresso e conferida, linha a linha, com a tabela de quatro algarismos da OCLC, revisão e ampliação da mesma tabela. As duas coincidem em todas as 12.330 linhas, salvo em sete: seis nomes, como Naumann, M. (N311), que a impressão de 1976 traz sem a inicial, e o número 522 (Thorpe, S.), que ela repete como 521. Nessas linhas vale a forma da OCLC, que é também a das tabelas em circulação.

Fonte: OCLC Four-Figure Cutter Tables (OCLC, 2002)

Norma ABNT

Norma ABNT

Letras com acento ou sinal valem pela letra base

Letras com acento, cedilha ou outros sinais valem pela letra base: á como a, ç como c, ñ como n, æ como ae, œ como oe.

Fonte: ABNT NBR 6033, item 3.1 (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2022)

Norma ABNT

O artigo inicial é desconsiderado

O artigo inicial não conta. Na letra da obra, o gerador reconhece artigos em português, inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, inclusive o elidido (L'). Palavras que também são comuns em português, como Das e Die, não são removidas.

Fonte: ABNT NBR 6033, item 3.4 e anexo A (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2022)

Norma ABNT

Símbolos e sinais não alfabéticos são ignorados

Aspas, parênteses e outros sinais no início são ignorados; vale a letra seguinte.

Fonte: ABNT NBR 6033, item 3.6.1 (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2022)

Práticas de notação de autor

Prática

O apóstrofo é desconsiderado

O apóstrofo é desconsiderado e as partes se juntam: O'Neill é procurado como Oneill.

Fonte: Book numbers: history, principles, and application (Lehnus, 1980)

Convenções da Even3 para os pontos sem regra escrita

Convenção da Even3

O hífen separa palavras

O hífen é tratado como separação de palavras. As instruções da tabela não tratam do hífen; a convenção segue a ordem palavra por palavra da ABNT NBR 6033:2022 e a própria tabela, que traz entradas como Saint A e Saint E, com espaço. Assim, Saint-Exupéry recebe S137.

Fonte: Convenção da Even3 (Even3, 2026), com base na ABNT NBR 6033, item 4.1 (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2022)

Convenção da Even3

Números por extenso, sem adivinhar o gênero

A tabela não tem algarismos, e suas instruções não tratam de números; por isso o número é lido por extenso. Na entrada principal, quando o número no início muda com o gênero (um ou uma, dois ou duas, duzentos ou duzentas), o gerador calcula o código nas duas leituras. Se os códigos coincidem, como em 1808, segue; se diferem, pede que o número seja escrito por extenso, como no título: Dois irmãos recebe D658, e Duas irmãs, D812. Algarismo romano no início (de II a XCIX), como em II Conferência, também precisa ser escrito por extenso, porque pode ser ordinal ou cardinal, masculino ou feminino. Os números que não variam são escritos automaticamente: 3 porquinhos é lido como três porquinhos. No título da obra, o número é sempre convertido, porque a letra da obra não depende do gênero. A ABNT NBR 6033:2022 ordena algarismos antes das letras, regra pensada para listas e não para o número da tabela.

Fonte: Convenção da Even3 (Even3, 2026)

Convenção da Even3

Ordinal escrito por extenso, no gênero indicado

Ordinais com º ou ª são escritos por extenso no gênero indicado: 2ª vira segunda; 3º vira terceiro.

Fonte: Convenção da Even3 (Even3, 2026)

Convenção da Even3

Entrada anterior à primeira linha da letra usa a primeira linha

Se a entrada vem antes da primeira linha da letra na ordem alfabética, usa-se a primeira linha.

Fonte: Convenção da Even3 (Even3, 2026)

As instruções da tabela (1969)

As dez regras do livreto que acompanha a revisão de 1969, em paráfrase, e como o gerador as trata.

RegraO que dizNo gerador
1 Procura-se a combinação das primeiras letras do sobrenome; vale o número que a acompanha. Aplicada
2 Sem a forma exata, usa-se o número anterior. Aplicada
3 Homônimos com o mesmo número recebem um algarismo a mais, de preferência o 5. Decisão do acervo O gerador não conhece os outros autores da sua estante.
4 Os números se ordenam como decimais. Ordem de estante Organização do acervo, fora do gerador.
5 Letra da obra pela primeira palavra-chave do título, em minúscula; duas letras quando necessário. Aplicada Com uma letra. A segunda, quando duas obras do autor começam pela mesma, fica a critério do acervo.
6 Não se usa o algarismo zero. Garantida A tabela não tem zero, e o gerador não cria números.
7 Mc e M' valem como Mac. Aplicada
8 A ficção é ordenada em detalhe pelo número. Fora do gerador Não depende da geração do código.
9 Entrada pelo título: primeira palavra sem o artigo, e sem letra da obra. Aplicada Há aviso quando o título vem com complemento.
10 Biografia: número do biografado, letra do biógrafo. Como usar Informe o biografado na entrada principal e o sobrenome do biógrafo no complemento.

A tabela usada

Histórico

Charles Ammi Cutter (1837–1903), bibliotecário norte-americano, criou tabelas que associam as primeiras letras do sobrenome do autor a um número, usado para ordenar na estante as obras de um mesmo assunto. A tabela Cutter-Sanborn é a versão dessas tabelas com três algarismos, ajustada por Kate E. Sanborn [1].

Em 1969, a H. R. Huntting, de Chicopee, Massachusetts, publicou a revisão da tabela Cutter-Sanborn feita por Paul K. Swanson e Esther M. Swift, conhecida como revisão Swanson-Swift [2]. É a versão de três algarismos usada até hoje. A revisão foi reimpressa ao menos três vezes, e as cópias examinadas aqui são da terceira impressão (Third Printing), de 1976.

Em 29 de julho de 1988, a OCLC (Online Computer Library Center), cooperativa de bibliotecas sediada em Dublin, Ohio, adquiriu da Lake Placid Education Foundation os direitos da Classificação Decimal de Dewey (CDD) e a Forest Press, editora da CDD, que passou a ser uma divisão da OCLC [3] [4]. O valor noticiado na época pela revista American Libraries, da American Library Association (ALA), foi de US$ 3,8 milhões [4]. Desde então, a OCLC mantém a CDD.

Em 1997 e 1998, a OCLC publicou as OCLC Four-Figure Cutter Tables, distribuídas no programa Dewey Cutter Program, hoje oferecido apenas a assinantes da CDD. Segundo a OCLC, são versões revisadas e ampliadas das tabelas de três algarismos, compatíveis com elas [5]. O quarto algarismo refina a posição sem mudar os anteriores: o sobrenome Kimball recebe K495 na tabela da OCLC [6] e K49 na tabela de 1969, em que a letra K tem dois algarismos [2].

Por que a reimpressão não é a fonte da verdade

É comum tomar o livro impresso como referência final. Três fatos, verificáveis por qualquer pessoa, mostram que a terceira impressão não pode ter esse papel:

  1. Ela tem erro tipográfico comprovado. Na página 28 da tabela, o número 521 aparece duas vezes, para Thorpe, M. e para Thorpe, S., e o 522 não existe [2]. Com o número repetido, sobrenomes em posições diferentes da ordem alfabética recebem o mesmo código, justamente o que a tabela existe para evitar. O erro está nas quatro cópias examinadas (na cópia 4, é a página 29 do PDF).
  2. As impressões não são idênticas entre si. Nas mesmas sete linhas em que a terceira impressão difere da OCLC, a tabela da OCLC [6] e as tabelas em circulação [7] concordam entre si e diferem das quatro cópias de 1976. Isso indica que o texto mudou de uma impressão para outra: duas bibliotecas que consultam "o livro" podem ter em mãos versões diferentes.
  3. Existe uma revisão posterior. A OCLC, que mantém a CDD [3], publicou em 1997 e 1998 uma versão revisada e ampliada da mesma tabela, compatível com a de três algarismos [5]. Uma reimpressão de 1976 não prevalece sobre a revisão mais recente.
Decisão adotada

Onde a terceira impressão difere da tabela da OCLC, prevalece a OCLC.

  • São sete linhas, listadas em Resultados.
  • Quando o código gerado usa uma delas, a explicação mostra uma nota com a forma da impressão de 1976.
  • Nas demais 12.323 linhas, a impressão e a OCLC coincidem.

Material

O trabalho partiu do livro e terminou na tabela da OCLC, com dois materiais.

O livro. Quatro cópias digitalizadas do impresso, de exemplares diferentes. As cópias 1, 3 e 4 trazem na folha de rosto "Swanson-Swift Revision, 1969", "© Richard A. Cutter, 1969" e "Third Printing, 1976"; a cópia 2 é uma fotocópia só da tabela. Todas estão disponíveis para conferência independente:

  • Cópia 1: terceira impressão (1976), 36 páginas. Baixar PDF (11,4 MB)
  • Cópia 2: fotocópia só da tabela, sem folha de rosto, 33 páginas. Baixar PDF (2,6 MB)
  • Cópia 3: terceira impressão (1976), com a capa da Libraries Unlimited, 35 páginas. Baixar PDF (12,6 MB)
  • Cópia 4: terceira impressão (1976), 40 páginas, a de melhor resolução; versão reduzida para a web. Baixar PDF (14,4 MB)

A tabela da OCLC. O programa Dewey Cutter Program, versão 1.10.6, de 2002, que gera números pela tabela Cutter-Sanborn de quatro algarismos (Cutter Sanborn Four-Figure Table) [6].

Método

O trabalho teve duas etapas: primeiro, a transcrição do livro a partir das quatro cópias; depois, a conferência de todas as linhas da transcrição com a tabela da OCLC.

Etapa 1: transcrição do livro

  1. Leitura. Cada página de cada cópia foi lida por três sistemas de reconhecimento óptico de caracteres (OCR, do inglês optical character recognition) baseados em modelos de linguagem, do Google, da Mistral AI e da OpenAI. São 33 páginas de tabela × 4 cópias × 3 sistemas = 396 leituras de página, com cerca de 148 mil leituras de linha.
  2. Consenso. As leituras de cada linha foram comparadas por votação. Em cada cópia, valeu a leitura em que pelo menos dois dos três sistemas concordaram. Houve consenso quando pelo menos duas cópias deram a mesma leitura, nenhuma deu leitura diferente e a leitura ficou em ordem alfabética entre a linha anterior e a seguinte.
  3. Conferência na imagem. As linhas sem consenso foram conferidas nas imagens das quatro cópias, lado a lado. Quando o impresso deixa a letra ambígua, como o "e" que perde o traço e se confunde com o "c", decide a ordem alfabética ou, se ela não basta, a consulta ao programa da OCLC.

Etapa 2: conferência com a OCLC

  1. Conferência de todas as linhas. As 12.330 linhas da transcrição foram conferidas com a tabela do Dewey Cutter Program [6], reduzida ao número de algarismos da tabela de 1969: três na maioria das letras, dois em E, I, J, K, O, U, Y e Z e um em Q e X. Parte das linhas em que as duas diferem foi digitada no próprio programa para confirmar o resultado: Naumann, Pemberton, Montgomery e Thorpe, S.

Resultados

A transcrição tem 12.330 linhas. Houve consenso em 12.199; outras 121 foram conferidas na imagem ou pela tabela da OCLC e confirmadas; 10 foram corrigidas contra a votação dos sistemas de OCR. Nenhuma ficou sem decisão.

Nenhuma leitura isolada bastaria. A melhor delas, uma cópia lida por um só sistema, acertou 99,84% das linhas, o que ainda deixa cerca de 20 erros. É isso que justifica as quatro cópias, os três sistemas e a conferência na imagem.

O resultado é a tabela que o gerador usa, publicada na íntegra na tabela completa, uma página por letra, com o arquivo para baixar e o resumo criptográfico (SHA-256) para verificar que ele não foi alterado.

A transcrição e a tabela da OCLC coincidem em todas as linhas, salvo sete. Nelas, a terceira impressão traz outra forma do nome ou repete um número, e a forma da OCLC é também a das tabelas em circulação. O gerador segue a OCLC, e o código mostra uma nota:

CódigoTerceira impressão (1976)Tabela da OCLC
M787 Montgomery Montgom
N311 Naumann Naumann, M.
N476 Nettleton Nettleton, M.
N688 Nightengale Nightengale, M.
N921 Nottingham Nottingham, M.
P395 Pemberton Pemberton, M.
T522 falta; Thorpe, S. aparece como um segundo 521 Thorpe, S.

Tabelas em circulação

As tabelas Cutter-Sanborn que encontramos na internet vêm de uma só digitação. A versão mais antiga localizada está no site coreano LIBRARIAN.OR.KR, com aviso de direitos autorais de 2000 [7]. Em 2005, Nicole Davignon a adaptou, no Québec, Canadá [8]. Depois, chegou ao português na página da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que se apresenta como tradução da versão francesa [9].

A tabela do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) [10] é idêntica à da UFRRJ, e a do repositório veralvx/cutter-sanborn-table, no GitHub [11], é a mesma digitação, com parte dos erros corrigida. Comparadas linha a linha, as versões coreana, canadense e da UFRRJ têm as mesmas 12.329 linhas e os mesmos erros.

Em 33 códigos, essas tabelas diferem do impresso e da tabela da OCLC, que neles concordam:

CódigoNa tabela oficialNas tabelas em circulação
A857 Aston, M. Aston
B497 Bergh Berh corrigido no GitHub
B696 Bomi Boml
C494 Chati Chathi
D126 Dagl Dagi
D458 Desir Desit
E22 Eden Ede
G417 Gherl Ghert
G599 Goet Goest
G716 Gourl Gouri
H295 Harper, M. Harper, W.
H867 a H871 Hox, Hoy, Hoyt, Hoyt, M. Hoy, Hoyt, Hoyt, M., Hox bloco fora de ordem; corrigido no GitHub
J48 Jel falta na UFRRJ e no ICMC-USP, aparece na letra F como Fel 48
L164 Lafi Lafl
L538 Leland, M. Leland
M439 Matthews, G. Matthews, C.
P112 Pab Paac
P113 Pac Paacu
P286 Passan Passar
R549 Riec Ried
R551 Ried Riedes
R815 Rosenm Rosenn
R943 Runn falta na UFRRJ e no ICMC-USP, aparece na letra F como Funn 943
R999 Rz falta
S695 Somerse Somers
U42 Ullo Ulle
V366 Vaughan, F. Vaughan, G.
W926 Wordsworth, S. Wordsworth, M.
X8 Xu Xn
Z74 Zimmermann, G. Zimmermann, F.

Referências desta seção

  1. CUTTER, Charles Ammi. Explanation of the Cutter-Sanborn author marks: three figure tables. 4th ed. Boston: Library Bureau, 1904. Disponível em: https://archive.org/details/explanationofcut00cutt. Acesso em: 4 out. 2026.
  2. CUTTER, Charles Ammi. Cutter-Sanborn three figure author table. Swanson-Swift revision. Chicopee: H. R. Huntting, 1969. Third printing, 1976. Cópias digitalizadas nesta seção.
  3. OCLC. A legacy of helping libraries. Dublin, Ohio: OCLC, [20--]. Disponível em: https://www.oclc.org/en/dewey/resources/timeline.html. Acesso em: 4 out. 2026.
  4. MITCHELL, Joan S.; VIZINE-GOETZ, Diane. The DDC and OCLC. Dublin, Ohio: OCLC Research, 2009. Pré-publicação do artigo do Journal of Library Administration, v. 49, n. 6. Disponível em: https://www.oclc.org/content/dam/research/publications/library/2009/mitchell-dvg-jla.pdf. Acesso em: 4 out. 2026.
  5. OCLC. Dewey Cutter Program instructions. Dublin, Ohio: OCLC, [20--]. Disponível em: https://help.oclc.org/Metadata_Services/WebDewey/Dewey_Cutter_Program/Dewey_Cutter_Program_instructions. Acesso em: 4 out. 2026.
  6. OCLC. Dewey Cutter Program: with OCLC Four-Figure Cutter Tables. Versão 1.10.6. Dublin, Ohio: OCLC, 2002. Programa de computador.
  7. LIBRARIAN.OR.KR. Cutter-Sanborn. [Coreia do Sul], 2000. Cópia de 1 maio 2001 no Internet Archive. Disponível em: https://web.archive.org/web/20010501002605/http://www.librarian.or.kr:80/reference/mark/cutter1.htm. Acesso em: 4 out. 2026.
  8. DAVIGNON, Nicole. Table Cutter-Sanborn d'auteur à trois chiffres. [Québec], 2005. Cópia de 21 jun. 2006 no Internet Archive. Disponível em: https://web.archive.org/web/20060621230657/http://www.davignon.qc.ca:80/cutter.html. Acesso em: 4 out. 2026.
  9. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Biblioteca. Tabela de Cutter-Sanborn. Seropédica: UFRRJ, 2014. Disponível em: https://academico.ufrrj.br/biblioteca/cutter/cutter1.html. Acesso em: 4 out. 2026.
  10. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação. Biblioteca. Tabela Cutter. São Carlos: ICMC-USP, [20--]. Disponível em: https://www.icmc.usp.br/institucional/estrutura-administrativa/biblioteca/servicos/cutter. Acesso em: 4 out. 2026.
  11. VERALVX. cutter-sanborn-table. [S. l.]: GitHub, 2025. Disponível em: https://github.com/veralvx/cutter-sanborn-table. Acesso em: 4 out. 2026.

Limitações

  • Prenome e sobrenome iguais. A ABNT NBR 6033:2022 põe o prenome (Henry VIII) antes do sobrenome homônimo (Henry, John). O gerador não distingue esses casos; confira o resultado.
  • Artigo na entrada principal. Só em português e inglês, porque em outras línguas ele pode fazer parte do nome (La Fontaine).
  • Mais de três autores. Pelo AACR2, a obra entra pelo título; pelo RDA, pelo primeiro autor. A escolha é do código adotado no seu acervo.

Validação

99casos de teste
99resultados conferidos
12.330linhas da tabela conferidas

Conferido em 5 de outubro de 2026. Os casos incluem 23 exemplos das instruções oficiais (1904 e 1969), da National Library of Medicine e de Lehnus (1980), 13 casos das regras e dos exemplos de manuais brasileiros e 63 casos próprios, com acentos, artigos, números e complementos.

Quem indica

Bibliotecas de instituições de ensino indicam o Tabela Cutter para gerar o código da ficha catalográfica, em formulários, manuais e orientações. Fontes conferidas em 5 de outubro de 2026:

Uso automatizado

Instituições podem gerar códigos pela API do Tabela Cutter, com as mesmas regras e a mesma explicação.

Como citar

A ferramenta

EVEN3. Tabela Cutter: gerador de código Cutter-Sanborn. Versão 1.0. Recife, 2026. Disponível em: https://www.tabelacutter.com. Acesso em: 25 out. 2026.

Esta metodologia

EVEN3. Metodologia do gerador Tabela Cutter. Versão 1.0. Recife: Even3, 2026. Disponível em: https://www.tabelacutter.com/metodologia. Acesso em: 25 out. 2026.

No texto, pelo sistema autor-data da ABNT NBR 10520:2023: (Even3, 2026). Se citar as duas no mesmo trabalho, diferencie com letras: (Even3, 2026a) e (Even3, 2026b). As referências seguem a ABNT NBR 6023:2025.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2025.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6033: informação e documentação: ordem alfabética. Rio de Janeiro: ABNT, 2022.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2023.

COMAROMI, John Phillip. Book numbers: a historical study and practical guide to their use. Littleton: Libraries Unlimited, 1981.

CUTTER, Charles Ammi. Cutter-Sanborn three figure author table. Swanson-Swift revision. Chicopee: H. R. Huntting, 1969.

CUTTER, Charles Ammi. Explanation of the Cutter-Sanborn author marks: three figure tables. 4th ed. Boston: Library Bureau, 1904. Disponível em: https://archive.org/details/explanationofcut00cutt. Acesso em: 25 out. 2026.

EVEN3. Metodologia do gerador Tabela Cutter. Versão 1.0. Recife: Even3, 2026. Disponível em: https://www.tabelacutter.com/metodologia. Acesso em: 25 out. 2026.

LEHNUS, Donald J. Book numbers: history, principles, and application. Chicago: American Library Association, 1980.

NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Shelflisting procedures. Bethesda: NLM, 2024. Disponível em: https://www.nlm.nih.gov/tsd/cataloging/shelf.html. Acesso em: 25 out. 2026.

OCLC. Dewey Cutter Program: with OCLC Four-Figure Cutter Tables. Versão 1.10.6. Dublin, Ohio: OCLC, 2002. Programa de computador.

Versões

1.0outubro de 2026

Primeira versão com metodologia publicada. Em relação ao gerador anterior:

  • a tabela passou a ser a transcrição própria, conferida com a da OCLC, o que corrigiu os erros da cópia usada antes, a mesma que circula na internet;
  • a busca passou a usar a entrada imediatamente anterior quando a forma exata não está na tabela (antes, em parte dos casos, usava a seguinte);
  • Mc e M' passaram a valer como Mac;
  • o artigo inicial e os números passaram a ser tratados automaticamente;
  • o hífen passou a separar palavras;
  • letras como ñ, æ e ø passaram a ser reconhecidas;
  • a letra da obra passou a reconhecer artigos em seis línguas.

Numa amostra de gerações reais de setembro de 2026, cerca de 8% dos códigos mudaram.